Conheça os segredos para colher mais soja por hectare

Com melhorias em manejo e o apoio da Bayer, produtores superaram as expectativas de colheita e venceram concurso de produtividade da soja

A colheita da safra 2018/19 será lembrada por muito tempo na Fazenda Reunidas, pertencente ao Grupo Baumgart e localizada em Rio Verde (GO). O engenheiro agrônomo João Pedro da Silva Queiroz, que é gerente agrícola da fazenda, durante a colheita se surpreendeu com o rendimento de 108,7 sacas de soja por hectare. O resultado fez da fazenda a vencedora do Desafio de Máxima Produtividade de Soja do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), na categoria sequeiro da região Centro-Oeste. “Essa produtividade foi uma surpresa muito positiva para nós. Com certeza vamos buscar superar esses números. O principal desafio agora é manter essa produtividade. Vamos investir em imagens de satélite e mapas de colheita e fazer análises mais detalhadas para pontualmente ir melhorando ainda mais o manejo”, conta o gerente agrícola.

 

Recorde planejado

A colheita 2018/19 atingiu esse resultado positivo por meio de um bom planejamento de safra e mudanças na rotina de produção. “Escolhemos uma área de fertilidade interessante da fazenda para os experimentos de manejo, com o objetivo de expressar o máximo potencial da fazenda”, conta Queiroz. Para tanto, o Grupo Baumgart contou com o suporte do Programa UAI, um programa de consultoria técnica para altas produtividades exclusivo da Rede AgroServices, que pode ser resgatado por pontos na plataforma digital aqui. “Tivemos um acompanhamento mais de perto das operações de plantio e colheita. Os representantes do Programa UAI participaram efetivamente do manejo conosco, ajudando a validar o plantio e as devidas correções na colheita também”, afirma Queiroz.

A consultoria do Programa UAI diagnosticou e fez recomendações técnicas para uma área de 25 hectares, dos quais 2,5 hectares foram inscritos no concurso de produtividade do CESB e atingiram o resultado recorde da fazenda. “Nessa área acompanhada pelo Programa UAI, uma gradagem pesada foi feita para descompactação de solo e com base na análise de solo fizemos a correção no ano de 2016”, conta Queiroz. “Foi muito importante a troca de experiências que tivemos com os pesquisadores do Programa UAI, eles conseguiram trazer boas ideias para implementar melhorias em nutrição onde conseguimos somar ao manejo planejado. Também fizemos um trabalho específico com composto orgânico enriquecido com Fosfato Natural Reativo, este produto tem por objetivo aumentar o teor de M.O. no solo, realizar o aporte e aumentar a vida microbiana do solo e inserir NPK como complemento na adubação de base da lavoura.”

  

Melhorias no manejo

Com início do atendimento em agosto de 2018, a fazenda Reunidas recebeu consultoria para o preparo de solo e orientações para o melhor posicionamento da cultura, levando em consideração o histórico de resultados da área. “Discutimos bastante sobre a janela de plantio ideal para a variedade de soja. A análise do Projeto UAI nos trouxe mais segurança para plantar. Exploramos os gargalos para suprir as necessidades de manejo”, diz Queiroz.

A produtividade média do talhão, que na safra 2017/18 foi de 80,96 sacas por hectare, saltou para uma média de 85 sacas por hectare na safra monitorada pelo Programa UAI. Para Queiroz, as melhorias no manejo de solo representaram a maior colaboração para o avanço na colheita 2018/19. “Fizemos uma boa adubação de base, complementamos com composto orgânico e trabalhamos com adubos foliares. Um dos principais benefícios do Programa UAI é a análise técnica dos campos e recomendações”, conta Queiroz.

 

Monitoramento constante

Ele também destaca o bem-sucedido combate aos insetos durante a temporada. A fazenda já investia em Manejo Integrado de Pragas e em boas práticas de monitoramento, como a adoção da técnica de pano-de-batida até duas vezes por semana para amostragem de insetos e entrada com o defensivo na lavoura em momento oportuno. Ainda assim, ele conta que houve avanços no manejo. Houve uma redução de 3% nos danos causados por pragas na lavoura, em comparação com a safra anterior. “Fizemos um manejo completo com inseticidas. Foi um pacote bem robusto, tivemos um bom controle de percevejos”, diz Queiroz.

Segundo ele, o acompanhamento técnico semanal na fazenda durante toda a safra fez a diferença, permitindo que o manejo não saísse dos trilhos. “Os representantes da Bayer estiveram muito presentes e bem engajados, recomendando o momento de entrada correta e posicionamento dos inseticidas. Com relação ao controle de pragas, o pacote que executamos foi bem efetivo. Tivemos um sucesso muito grande, praticamente o índice de danos com percevejo e lagartas foi zero”, conta o gerente agrícola.

A safra foi ainda beneficiada por um bom manejo da ferrugem asiática, além do controle efetivo de outras doenças. “Conseguimos um posicionamento mais correto dos nossos produtos e recebemos sugestões que seguem nossos objetivos”, diz Queiroz.

 

Safra positiva

A satisfação com as recomendações dos consultores para melhorar o manejo da soja já motivaram a empresa a repetir a dose. O Grupo Baumgart já realizou o resgate do Programa UAI na Rede AgroServices novamente, agora com foco na temporada 2019/20, e aumentou a área monitorada pela consultoria de 25 para 60 hectares. “O aumento de produtividade é um estímulo para darmos sequência ao trabalho. Recomendo o serviço, a análise técnica em conjunto com os dados da fazenda ajuda muito nas tomadas de decisões. Além disso, o resgate por pontos é um bom retorno, temos muitas possibilidades de uso desses pontos que vêm sempre para somar na produção”, diz Queiroz.

No total, a empresa vai destinar uma área de 5.680 hectares para o cultivo de soja na safra 2019/20, seguida pelo milho safrinha em 57% dessa área. A Fazenda Reunidas abrange uma área total produtiva de 16.200 hectares, onde a pecuária é o carro-chefe do negócio, com a criação de gado nelore e cruzamento industrial com angus. No entanto, os avanços no manejo da soja agradam tanto o Grupo Baumgart que a cultura deverá receber maior atenção. “Estamos em fase de reestruturação, a estratégia traçada pela empresa é de aumento de área do setor agrícola nos próximos anos em aproximadamente 38%. A rentabilidade com a soja vem sendo muito positiva graças ao bom planejamento e operação. Com o aumento da área de soja a tendência é intensificar as áreas da pecuária e aumentar nas áreas agrícolas a integração com a pecuária possibilitando chegar a 3 safras em um único ano agrícola”, conta o gerente agrícola João Pedro da Silva Queiroz.

 

Vencedor nacional

A produtividade que conquistou o primeiro lugar nacional do desafio do CESB foi de 123,88 sacas de soja por hectare, resultado conquistado pela empresa Sementes Aurora, localizada em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. O engenheiro agrônomo Maurício De Bortoli, que é gerente técnico da empresa e responsável pelo negócio agrícola junto com o pai, Valmor De Bortoli, contou com o patrocínio da Bayer para inscrever a empresa no concurso. “Bayer é uma empresa que me apoia e promove o aumento de produtividade da soja”, diz o gerente.

A empresa Sementes Aurora participa do concurso do CESB desde 2013, sendo vitoriosa também nas safras 2012/13 e 2015/16. Nesta edição do concurso, a área vencedora foi um talhão irrigado por pivô central com 90 hectares para produção de sementes de soja, que obteve bons resultados apesar das condições de clima muito adversas. Bortoli conta que iniciou o ciclo em outubro com chuvas acima da média. “Passei pelo mesmo problema que muitos produtores. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais replantou soja no país, segundo informações do IBGE, 6% do total da área cultivada passou por esta situação”, lembra o produtor.

Depois, ele conta que a lavoura foi castigada por veranico em dezembro, com 23 dias sem chuvas e registro de altas temperaturas. Em janeiro o clima ficou dentro da normalidade, porém, em março as chuvas abaixo da média prejudicaram variedades de soja de ciclo médio e tardio. Apesar dos altos e baixos, com boas técnicas de manejo a fazenda conquistou o recorde de produtividade. “O que nos tornou diferentes perante os outros produtores foi a cobertura de solo, porque temos uma excelente palhada devido à introdução de plantas de cobertura em rotação de culturas, além do perfil de solo bem construído com ambiente fértil e a irrigação”, afirma Bortoli. “Esse foi o maior recorde de produtividade da história da empresa e da minha carreira, tanto que para mim esse número foi surpreendente. Ele mostrou que com a evolução das boas práticas agrícolas e a escolha de uma excelente genética conseguimos superar a casa dos três dígitos de produtividade.”

Na área total da safra 2018/19, a Sementes Aurora cultivou 8.240 hectares de sementes de soja e 1.020 hectares de milho verão, seguidos cultivando trigo na safra de inverno e plantas de cobertura para adubação verde. Somente 30% da área é irrigada. Ainda assim, a irrigação respondeu pela aplicação de apenas três lâminas de 8 milímetros de água em fevereiro e março, durante a fase de enchimento dos grãos e a média geral de produtividade na fazenda, incluindo as áreas de sequeiro, ficou em 72,6 sacas por hectare. “Usamos a irrigação apenas como garantia de manutenção das tecnologias que utilizamos para produzir sementes de qualidade superior”, conta Bortoli.

 

Genética de sucesso

A empresa Sementes Aurora é uma grande parceira multiplicadora de sementes da Bayer. De acordo com Bortoli, todos os talhões são planejados com foco integral na produção de sementes e o excedente é direcionado para a colheita de grãos. “Como produtor de sementes, buscamos excelência em nossos campos e somos muito preocupados com o manejo, desde o manejo de solo, até o manejo nutricional e proteção de cultivos. Esse trabalho produz sementes e grãos de alta qualidade.”

Embora o mercado de sementes tenha elevadas exigências para atender aos padrões de qualidade, germinação e vigor, Bortoli incentiva que qualquer produtor busque o máximo potencial produtivo da lavoura “O meu case de sucesso pode ser levado para um produtor convencional de grãos porque a sistemática de buscar uma maior produtividade está muito alicerçada à boa genética e bom manejo de solo”, diz Bortoli. “O que queremos deixar de legado para inspirar outros produtores é que vale a pena investir em rotação de culturas e manejo de fertilidade. Os três principais fatores para aumentar a produtividade são manejo de solo, genética e proteção de cultivos.”

 

Informatização total

Outro destaque da safra foi a utilização da tecnologia Climate FieldView para monitorar as lavouras, o que facilitou muito o manejo das 27 cultivares de soja semeadas em 43 talhões. “Eu mapeei toda a minha área de soja e de milho com o Climate FieldView. É uma ferramenta de uso diário para mim e que está trazendo muitos benefícios, sendo que eu acompanho todo o desenvolvimento da biomassa com tecnologia NDVI”, diz ele. A tecnologia Climate FieldView está disponível para resgate por pontos na Rede AgroServices, confira as ofertas aqui. “É uma plataforma interessante que ajuda o produtor na tomada de decisão e influencia na produtividade porque você consegue ser mais racional no uso dos insumos e ser mais assertivo ao identificar onde estão os problemas na lavoura”, conta o produtor.

Bortoli também detalha o manejo cuidadoso de pragas, doenças e plantas daninhas. Segundo ele, a empresa escolheu boas ferramentas, realizou as aplicações no momento correto e respeitando os períodos de carência dos produtos. “Utilizamos fungicidas e inseticidas somente com aplicação aérea, respeitando o timing correto e as condições climáticas, como a umidade. Somente com os herbicidas que fazemos aplicação terrestre, pela necessidade de maior precisão da cobertura para evitar a deriva e não gerar impactos ambientais”, conta o produtor.

Segundo ele, a aposta em tecnologia é o caminho recomendado para ter melhores resultados na soja e reduzir os custos de produção. “Não existe maneira de rentabilizar mais a soja sem investir em tecnologia. A palavra-chave é conhecimento, a produtividade da soja é proporcional ao conhecimento aplicado em cada hectare”, opina o produtor Maurício De Bortoli. “Com toda a certeza, o meu case é replicável em qualquer propriedade e as novas ferramentas devem servir para aumentar a produtividade da soja no Brasil.”

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COPYRIGHT © REDE AGRO S.A - Última atualização: 23/08/2019 (1.0.3155)